diz-se que a felicidade é feita de pequenas infelicidades. estão lá no meio, para distrair a felicidade do comodismo, da isenção. suponho que entre essas pequenas infelicidades possamos contar também os desaires daqueles que nos amaram em tempos diferentes. ou que não nos amaram ao mesmo tempo. esses desencontros temporais fazem parte dessas infelicidadezinhas – não num sentido menor da sua importância – mas apenas porque nos pedem uma explicação, obrigam-nos a uma razão para a qual nada nunca ter sido como devia e quando devia. não perdemos o sono a pensar nelas, mas são como um alfinete que nos pica o coração. e fazem parte dele, como não haveria?… o bom de todas essas infelicidades é que são elas o espelho do quanto estamos felizes. só assim podemos sair da tristeza que nos causam e afastar a possível culpa disfarçada de nada. só por causa, não. só por aquilo que traz a certeza de não estarmos a empurrar o tempo presente, e sim a vivê-lo.
Um beijinho de bom dia 🙂
Fica bem,
Floppy
“o amor é uma questão de oportunidades. o que interessa encontrar a pessoa certa, antes ou depois da altura certa?”.
[2046, Wong Kar-Wai]
se é uma questão de oportunidades – e sabemos como são realmente ppoucas – há apenas que as tomar com vontade – ou não… se não for o caso – sem culpas ou alfinetes ou noites mal dormidas.
um beijinho-feliz*