regresso a Lisboa, desta vez por um bom tempo, talvez o único tempo real desde que me mudei para Hong Kong há um ano. pois é, fez um ano dia 2 de Abril… e tanta coisa já se passou! no entanto, continuo a respirar Lisboa com a mesma sensação que só se tem quado voltamos onde pertencemos inequivocamente, rara excepção, aqui vou usar a palavra inglesa, que me parece mais fiel ao que quero expressar: home. senti-o ao caminhar nas ruas, ao entrar no meu apartamento, ao estar com os amigos, ao aquecer os pés à noite no aquecedor eléctrico da minha Mãe com a gata a ronronar-me no colo. sabemos, de alguma forma, que não importa quantos anos vivamos fora, quantas viagens fazemos e culturas novas conhecemos, é ali e sempre o nosso espaço, a nossa casa, aquele sítio para onde podemos voltar. sem perguntas e muitos braços abertos. foi tão bom, tão bom! como sempre, o tempo não chegou e até há quem esteja zangada comigo, mas eu tentei com muita força conseguir estar com todos, até fiz uma agenda e arranjei um número local, para ninguém gastar dinheiro com chamadas internacionais! claro, sempre a tentar conciliar tudo com os momentos mãe-e-filha que não dispenso, muito menos agora que não a tenho a tempo inteiro, e acreditem, só damos valor a isso quando elas não estão ali à mão, por isso se faz favor de mimarem as vossas mães como se não houvesse amanhã! houve momentos que me comoveram bastante e não saberia como partilhá-los aqui. mas como alguém me dizia, descansar nestes sentimentos, emoções e raras certezas dá-nos força para continuar o caminho. porque tudo é caminho.

Lisboa do Céu Azul
Aponta o Azul o elevador de Santa Justa
De um céu limpo e aberto de Primavera
E nasce no voo da gaivota uma quimera
Pois sonhar nesta cidade nada nos custa
Sonhar que o Azul está repleto de Severas
E de bravos marinheiros e antepassados
Indo nas caravelas dos flocos esbranquiçados
Das nuvens sugestivas e lindas deveras
E riscam velozes o anil do azul do céu
Viuvas andorinhas de negro vestidas
Até aos mil beirais de telhas envelhecidas
Enquanto a varina de braços fortes ao léu
Mostra da canastra o que do mar se colheu
Frutos de azuis e das nuvens neles reflectidas
Texto retirado do blog de um amigo
Poema sobre Lisboa
Beijo grande
ps: Não estou zangada… 🙂
Aqui será sempre o teu “porto de abrigo”.
O aquecedor e a gatinha, continuarão sempre cá,… á tua espera.
E eu também!!!!
Beijomto grande
Tantas fotos-recordação e nem uma do pai Américo nem minha!!!Estamos de beicinho…!
mas estão bem representados pelas noras, ou não? sempre a reclamar:)