era uma tarde de céu cinzento e os capitães esperavam-nos à Boca do Inferno. diz quem sabe que o barão da roça de Água Izé, ali perto e agora desactivada, se metia mar adentro para chegar a Lisboa, desaguando na sua homónima toda a malvadez por que era conhecido nas redondezas. não fizemos apresentações: “quer coco, tia? 20 dobras”. na outra mão o machete, uma arma ‘comum’ a que não ficamos indiferentes, mas estes trepadores/vendedores/guardiães da formação rochosa e estreita e dramática onde as ondas do mar batem furiosamente, eram tudo menos perigosos. estavam de férias escolares e passavam o tempo a subir coqueiros para dar a beber aos visitantes a água mais saborosa da sua terra.




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