o clube do bolinha

adoro quando me chamam ‘mate’. sinto-me como se fizesse parte do clube – que clube é, não sei, não existe nenhuma instituição oficial mas desconfio que é o clube dos meninos. isso também não interessa nada, o importante é fazer parte. e verdade seja dita, há sempre aquele lado nosso que sente um certo orgulho em ser considerada a excepção (facto esse que não nos isenta de continuarmos a ter um par de mamas), e ainda que os limites fronteiriços não devam ser substimados. há coisas que nunca poderemos falar abertamente uns com os outros, sob pena de nos confundirmos. ao princípio fazia-me uma certa confusão quando um homem dirigia tal cumprimento a uma mulher, além de ser uma ‘inglesisse’ com eco a pancadinha nas costas, mas comecei a perceber que o estatuto de ‘mate’ é algo importante. bom, na verdade pode ser também usado como manobra de diversão quando alguém se esquece do nome do interlocutor, mas no caso das mulheres é diferente, a palavra assume a importância de amiga, camarada, companheira! guerras à parte – e se acreditarmos mesmo nos princípios da igualdade não haverá necessidade de proclamá-la a toda a hora – há alturas da vida em que eu gostava de exercer a mesma praticabilidade dos homens. há quem lhe chame estupidez natural, mas eu ainda iria mais longe e afirmo, ao fim destes anos todos de convivência social e anatómica, que eles é que sabem levar a vida.

Comentar

1 Comment so far

  1. Oh Oh se sabem…!!!! Á excepção do par de mamas, desculpa mas ADOREI essa, fartei-me de rir.
    Vamos fundar um clube?
    “As babes de bubes…

Comments are closed.