as coisas que pensamos enquanto estamos na casa de banho, sentados na sanita. talvez por ser seguro. é um lugar onde nem às paredes se confessa porque seria demasiado embaraçoso. foda-se! não há papel. ó Mãeeeeeeeeeeeeeeeeee! foda-se! já não moro com a minha Mãe. para não perder mais tempo, já que estou mesmo ali, penso sem querer, o que não é difícil porque ocorrem-me as mil ideias do costume, os pensamentos reciclados, as coisas que esqueci temporariamente, a lista dos ‘deve-e-haver’. devo muitas coisas. principalmente porque abusei muito do Nunca. eu Nunca vou fazer isto, eu Nunca vou ter aquilo, Nunca me vai acontecer, Nunca mais, Nunca-eu?!, sei que Nunca. não sabia nada. e é magnifica essa ignorância que teima em nunca nos largar. assim como saber que as palavras têm esse poder – o de não significarem nada ou significarem tudo.
“e é magnifica essa ignorância que teima em nunca nos largar. assim como saber que as palavras têm esse poder – o de não significarem nada ou significarem tudo.”
Medames, Monsieur, Ladys and Gentlememt, Meninas e Meninos,
Ceci c’est un Fin
que saudades…de ler, ler,ler, ler, ler, ler as tuas coisas 😉
R.
também já tinha saudades…
beijinhos,
Floppy
de volta 🙂 ou não…?
Welcome my dear (com xutake cockney).
“Conversa de animais”
… Diz a águia cinza:
– Então!? Já assimilaste o que é a idade da loba?…
TUSK
… talvez o segredo seja nunca-mais-dizer-nunca, assumindo essa ignorância que persistirá, enquanto as palavras não significarem nada e significarem tudo. ou seja, nunca mais dizer nada, sem deixar de dizer sempre tudo.