
depois da tempestade nocturna amanhecemos com sol e vento seco, a verdadeira gravana. é domingo e, um pouco como por todo o mundo, também no Príncipe é dia de família e de devoção. aqui o negócio da esperança tem concorrência séria, dos adventistas aos maná, reino de Deus e católicos, o certo é haver lugar para todos. saímos para pequeno almoço, fechar as contas na residencial e dar as últimas voltas pelo centro, tão bonito e de ares coloniais, com as casas pintadas de verde-trópico e azul-coral, rendilhadas no bordo do telhado e alpendre e rodeadas de palmeiras-leque que serenam o vento. anda gente na rua e o mercado está aberto, algumas mulheres lavam a roupa no rio enquanto as crianças brincam. antes de nos deixar no aeroporto, Yodi dá-me duas garrafas de água de côco tirada de um dos coqueiros que tem no quintal de casa e que nos levou a conhecer na véspera, bem como à família; há pessoas que são mesmo generosas e hospitaleiras para além do que o seu trabalho exige e é bom quando nos cruzamos com elas no caminho, engrandecendo a experiência da viagem. ao caminhar para o mini-avião olho para trás e há qualquer coisa que me faz querer regressar um dia mas não sei dizer o quê, talvez nem eu mesma saiba ainda.




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