
saímos cedo para encontrar o Yodi e dar caminho às muitas aventuras do dia: simpático e com a ilha no coração, para além de guia trabalha na fundação Príncipe Trust e fala-nos com entusiasmo do projecto das tartarugas e do caracol endémico, da vigia das baleias e contagem de aves e nomeia cada planta do trilho que nos leva à cascata Oquê pipi. entre elas a Fiaglesa, com que podemos tatuar a pele temporariamente ou a Não-me-toca, “também conhecida por mulher portuguesa” (rimos), remontando à senhora branca e inacessível de há 500 anos atrás. já sentia falta de me meter pelo meio da natureza e o mergulho na cascata deixa-me como sempre nestes momentos: grata. seguimos para a roça Cláudio Corallo e somos recebidos pelo próprio, o fazendeiro do chocolate, um italiano despojado (basta ver a casa principal, que ele pede expressamente que não seja fotografada mas que atrevidamente ficou na minha foto), com quem comento a vista de cortar a respiração e que me confessa tirar-lhe sempre a atenção do livro com que se costuma sentar ali. ainda antes do almoço de pargo, mandioca, matabala e fruta-pão na Juditinha, passamos pela roça Esperança, que agora é lugar da cooperativa de valorização de resíduos, um outro projecto apadrinhado pela Fundação. a roça Sundy faz-me desejar ficar uns dias e escrever o meu 1o romance, ainda que seja conhecida pelos feitos científicos do astrónomo que ajudou Einstein a provar a teoria da relatividade. já quase no fim da tarde atravessamos a roça Belo Monte até ao miradouro de onde se pode ver a praia-postal Banana, cuja beleza não me arrepia como quando nos aproximamos da praia Boi, a mais arrebatadora e idílica, onde me deixo mergulhada em águas transparentes e sonhos de amor.




Comentar