dia 19: as viagens nunca terminam


quase no fim deste périplo, lembro uma frase que alguém disse acerca da Indochina: no Vietname planta-se arroz, no Camboja vê-se crescer arroz e no Laos ouve-se crescer arroz. não sei exactamente o que isto significa mas é bom terminar em Luang Prabang. poderia viver aqui uns tempos; a cidade é fácil, as ruas largas e bem pavimentadas, com passeios e muitos lodges e villas e guesthouses com fachadas bonitas e verdejantes rodeadas de natureza, montanha, beleza. hoje entrámos pela madrugada a assistir ao ritual dos monges Budistas: os habitantes da cidade esperam-nos ao longo do passeio e oferecem-lhes comida (sticky rice); os monges aceitam, um gesto de humildade e não de caridade. mas o ponto alto foi o spot que escolhemos para ver o pôr do sol e a hora de voluntariado no Big Brother Mouse: um projecto que, entre outras iniciativas, promove a aprendizagem do inglês através da conversação com turistas, uma das formas para combater a iliteracia da população do Laos e fomentar a paixão pelos livros e por aprender.

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