Dia 11: Jaisalmer/ deserto do Thar

grupo no deserto do Thar

acordei com os primeiros raios de sol a bater na tenda, em pleno deserto de areia; a ideia era dormir ao relento a contar estrelas e pedir desejos, mas levantou-se uma tempestade de vento e chuva que obrigou a recolher. ainda assim, valentes, permanecemos cá fora o máximo tempo possível, num misto de medo e adrenalina, a ver e ouvir os riscos luminosos rasgar o céu negro implacavelmente. chegámos pelo fim da tarde, numa viagem de camelo que deve ter durado cerca de 1 hora e um andar novo. o deserto tem o dom de me fazer sentir em paz, talvez pela ausência física de tudo, o que é importante salta-me à vista e não ofereço resistência: aceito, sem precisar repeti-lo em mantra, reconciliando-me com a minha verdade.

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