Dia 1: Na roça Santy

Roca Santy S. Tome e Principe

nunca tinha estado nesta África subsariana, com cheiro a terra molhada, pele escorregadia. acordei já com os preparativos do almoço: calulu com fuba (puré de milho) e angu (puré de banana-pão), prato típico de confecção demorada e com mais de 30 ingredientes da terra, feito pela Gina e pela Anastácia, duas santomenses avantajadas e com sorriso leve-leve; mesmo na cozinha tudo se faz com tempo. saímos para a roça Santy, botas para embrenhar no mato e ver os cacoeiros, cafeeiros, a gigante árvore fruta-pão, mamoeiro e pimenta-rosa. sempre ouvi dizer que nestas terras cresce tudo sem grande esforço e nem as catanas dos capatazes assustam esta boa gente que vamos encontrando pelo caminho. tempo de aprender com o Feitor João, que nasceu e toda a vida viveu na roça, sobre o processo da cultura do cacau e a descascar os grãos já torrados pelo sol com os dedos: chocolate em bruto!

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