cidade maravilhosa

é a terceira vez que venho ao Rio de Janeiro. entre as horas de maior calor, decido parar por aqui e deixar um pouco do que se passa na cidade que é mesmo maravilhosa como dizem. o programa das festas: pequeno-almoço no hotel com a minha cara-metade (tadinho, lá vai ele para o trabalho), com tudo o que tenho direito – queijo de minas, as frutas deliciosas como a papaia, o abacaxi e a manga, sumo de laranja, pão de queijo. a seguir, praia. garoto, me arranja um barraco e uma cadeira, valeu, temos de falar ‘abrasileirado’ senão olham para nós como se não falássemos a mesma língua. e assim vem o rapazito atrás de mim, até bem perto do mar, porque o calor já aperta e ainda só são dez da manhã, meu nome? Ana. eu sô o Walté, si precisá dji mais auguma coisa é só chamá. Valeu. Hum… delicioso. Recosto a cadeira e deixo-me levar pelas palavras de um clássico, uma primeira experiência, Virginia Wolf em ‘Mrs.Dolloway’. Oiço música, mergulho. e observo. amanhã tenho de levar o moleskine. as praias do Rio têm aquela mística das novelas, os prédios da Av. Vieira Souto, altos e com coberturas que me prendem o imaginário, o calçadão imenso e cheio de ‘Ricardão (s)’ a exercitar o físico. o sol torra e a praia está coberta de chapéus de sol, amarelos e vermelhos, depende da praia. fico triste porque a água está muito suja, as pessoas deitam tudo para o mar, devem pensar que o mar leva, por favor, não estraguem as praias, por segundos parece-me estar na Linha e não gosto, afinal eu estou na praia do Leblon, Rio de Janeiro! São 13h30 e decido sair para comer um pastel de carne e um suco de fruta do conde, sem açúcar. o sol está a pique e não podemos descurar o creme a toda a hora, sob pena de fritarmos, até doi olhar para os estrangeiros vermelhões que só me apetece fazer uma intervenção e dar-lhes uma palestra sobre cancro. adoro o Rio. acho que viveria aqui por um ou dois anos, com este clima que chama para a rua a toda a hora. e os brasileiros no Brasil são gente boa, simpáticos. consigo não pensar nas tormentas e desfrutar. volto para a praia e procuro o meu ‘barraco’, até a tarde terminar. que bom. mais logo fazemos um ‘power walk’ e jantamos no Sushi Leblon. olha-qui-coisa-mais-linda.

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