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Textos originalmente publicados no blog Boneca de trapos, entre Outubro de 2005 e Março de 2007.

doubt – until the end

incomoda-me esse teu ar arrogante. de quem não tem certezas mas quer te-las à custa dos outros. de quem sente, mas duvida das cores que se sobrepõem às sombras cinzentas que fazem das emoções confusão, vontade de correr com elas para fora de nós, expulsá-las… Read more

doubt

quem duvida, amigo é. voltamos à bengala dos ditados populares. amigo do seu amigo, porque duvido que de nós mesmos. a dúvida faz mal quando ultrapassa as fronteiras do questionar factos. apenas. mas usamo-la como desculpa, questionando sobre o que ainda não sabemos. alegando que… Read more

waiting – part II

um dia depois do outro pode trazer uma mudança súbita de circunstâncias. tudo muda. t-u-d-o. nós. há sempre esperança que para os outros seja diferente, e nada mude. muda. e sabemos que muda e não queremos ver que muda e damos por nós a tentar… Read more

waiting

eu também não sei. claro que não sei! como pensaste uma coisa dessas? por exemplo: és capaz de esperar pelo sol um dia inteiro sem sentir a chuva a molhar-te? és capaz de resistir a um chocolate quente num dia de frio intenso? és capaz… Read more

bombom

há sempre qualquer coisa a ensombrar-me. tormentos em forma de rosas vermelhas, tentativas feitas de palavras soltas que não sabem para onde vão ou gestos de quem não sabe o que quer, as verdades que não são tidas enquanto não são ditas. olhos nos olhos,… Read more

embaciado

perdeu-se. eu tu e o sentido. as gotas caem, magoam-me. sopro no vidro o bafo quente, faço desenhos que me inspirem. talvez assim possa ver melhor outros caminhos.

selo de garantia

sempre que vou ao supermercado (sim, eu frequento o Pingo Doce e o Lidl e não passo a publicidade) olho para os prazos de validade de tudo. sei que as coisas lá em casa esquecem o dia-a-dia e quando menos espero, deixam-me na mão e… Read more

boy meets girl

podia ter sido um best seller, com princípio e meio. nestas coisas não se pensa em fim, supostamente devemos viver como se não houvesse, guardar no inconsciente a finitude à qual sabemos tudo estar condenado, nem que seja pela morte. não houve mortes. mas há… Read more

mostrar aos outros

pedem-me o impossível. que viva bem, que trabalhe horas a fio, que não stresse, que coma proteínas e vitaminas e beba muita água por dia, que não seja insegura, que faça exercício físico, que seja a melhor para os outros mas que não me preocupe… Read more

fine tunning

às vezes acho que não vou aguentar. a chuva só é boa para os nabos e hortaliças que crescem clandestinamente à beira das auto-estradas. daquele lado vejo o caos que se instala gradualmente até formar uma fila inconsistente de pensamentos, todos misturados em categorias não… Read more