Amesterdão

o que muitos não sabiam é que na volta para Hong Kong fiz uma paregenzinha de quatro dias em Amesterdão, uma cidade que sempre quis conhecer. nada melhor que aproveitar as escala obrigatória, até ajuda a encurtar as 18 horas de viagem, pelo menos, faz-se em intervalos! eu e a M., que vive lá há 22 anos, já tinhamos falado nisto há bastante tempo, estávamos pois ansiosas por passar algum tempo juntas. e não há nada melhor do que ver uma cidade com um local, que conhece todas as ruas, cantos e recantos, lojas e especialidades. logo à chegada deparámo-nos com árdua tarefa de levar a minha mala quatro andares acima; a maioria dos prédios em Amesterdão são baixos e não têm elevador. mas as casas são quentinhas, pequeninas e amorosas, a da M. era assim! é muito fácil ir até ao centro da cidade, pois o eléctrico cobre toda essa área e a um preço bastante acessível. fizémos tudo o que tinhamos direito, incluíndo fumar substâncias ilegais e ver um dos melhores shows de comédia do mundo (pensavam que era de quê? sim… desses também… já lá vamos). já para não falar nas meninas das montras, que e-s-p-e-c-t-á-c-u-l-o. verdadeiras obras de arte. adorei. quis aproximar-me delas, mas era difícil. pedi-lhes que me deixassem fotografá-las, mas fechavam de imediato as cortinas. também lhes atirei beijos e flertei com as que mais me agradaram. tudo o que é decadente tem um encanto próprio que me atrai, e estas mulheres são tão mulheres quanto nós. depois de muitos toques no ombro e convites, achámos que estava na altura de provar se os tinhamos no sítio e lá escolhemos um dos milhares shows de sexo ao vivo. não precisámos ter muita coragem, porque não vi nada que me tenha enchido as medidas, pelo contrário, desiludiu-me bastante, tudo muito técnico, sem qualquer erotismo, e ainda que não passe de um espectáculo, há bons e maus espectáculos! é como um bom actor que é sempre um bom actor, e a emoção é fundamental para enredar o espectador. passando a coisas mais terrenas, adorei as famosas panquecas, o passeio pelos canais que me fizeram lembrar algumas das pontes de Paris, as casas flutuantes, as bicicletas e as pessoas que conheci. a M. levou-me a um restaurante típico holandês e jantámos com as amigas dela, que curiosamente, eram espanholas! o restaurante era divertidíssimo, tinha até uma Sra que deitava umas cartas especiais (nada de Tarot’s nem coisas esquisitas) e havia uma sala de espectáculos onde decorria um show a meio da refeição, tudo muito veludo vermelho (sempre o decadente…) e informal, comida óptima e boa disposição. tivémos sorte com o tempo e devo dizer que não me importava nada de viver em Amesterdão! bom, ia ter de aprender algumas coisas… mas afinal, já estou a ficar ‘pró’ nisso, heim?… e sempre era mais pertinho.

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2 Comments

  1. Eu não partilho da mesma opinião. Amesterdão deve ser bonito as com bom tempo, coisa que eu não tive sorte de apanhar. Além do mais estava com uma constipação daquelas…! Nem deu para experimentar daquelas “coisinhas”. de qq forma o Quico tinha-me proibido de o fazer…Calcula!!!Bjs

  2. gostei muito de amesterdão e de roterdão, já lá vão alguns anos. revejo a minha estadia nas tuas palavras. fotografei as senhoras das montras, mas à má fila, ups…! fotografei muito, como sempre, tudo em diapositivo. tenho de recuperar esse material para digital. isso e mais londres e marrocos, as viagens em diapositivo dessa altura.
    beijinhos ana e tudo de bom para ti!!! 🙂

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