agora

o facebook chegou às nossas vidas e acabou com os blogs; pelo menos, com o meu. voltei aqui não sei bem porquê. já não sou esta Ana, fui, em tempos. mas continuo a identificar-me com uma Pandora que se vai abrindo cada vez mais, como uma flor a desabrochar em câmara-lenta (a frase original era muito mais gira e dita por uma espia minha), como se disso dependesse a minha vida. também comecei a escrever um diário em 2015, lá por Abril, quando conheci um estranho numa viagem de metro e achei que a memória me iria atraiçoar um dia mais tarde, um dia, em que precise de estórias para provar que vivi alguma coisa, que senti, pelo menos, que não passei só por cá e respirei e morri. não sei se este post será o retomar desta escrita, assumida, ou se é apenas um querer vão. agora tenho uma gata que me dificulta as letras e a sensação constante de que vou ser apanhada pela minha própria sombra. talvez volte, talvez não. hoje estou aqui.

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